sexta-feira, 30 de abril de 2010

UERJ - 1º Exame de Qualificação 2010.

Bom, como já vai começar a maratona de vestibulares aqui no Rio, a começar pelo estadual. Resolvi postar em duas partes as questões de Ciências Humanas com suas respostas comentadas. A 1ª fase da UERJ tem como perfil a exigência de interpretar gráficos, contextualizar dados e associar informaçãoes. As questões devem ser lidas com bastante cuidado e em geral apresentam indícios da resposta correta.
Para visualizar a questão em tamanho maior basta clicar na figura, ao final da postagem existem 3 arquivos para download: a parte da prova (.pdf), os comentários (.doc) e o gabarito oficial (.pdf).
Um abraço e bons estudos!



O gráfico mostra uma mudança da estrutura etária da população brasileira, mudança ainda em curso já que o gráfico abrange um período que vai de 1980 até 2020. O que podemos afirmar com base no gráfico é que desde a década de 1980 vem ocorrendo uma redução da população infantil de 0-14 anos e aumento da população de idosos acima dos 60 anos, com sensível aumento no ritmo de crescimento a partir de 2000 (já que a partir deste ano a linha azul está mais inclinada). Agora sim vamos à questão. A banca pergunta em qual dos segmentos apresentados nas opções haverá uma redução na demanda por investimento, ou seja, a diminuição da necessidade de investimento por parte do governo diante do crescimento da população idosa e redução da população infantil. A resposta correta é apresentada na opção C, pois com a redução da população infantil a necessidade de investimento na rede de escolas de ensino fundamental tende a diminuir. Uma questão que exige apenas interpretação e bom senso do candidato.




O pequeno texto que introduz a questão fala sobre uma reunião do G-20, grupo dos mais ricos e emergentes, cuja pauta fora o sistema financeiro. Esse pequeno de certa forma já dá uma dica da resposta da questão. A banca pede que o candidato marque a opção que apresenta a característica mais marcante da nova geopolítica que emergiu após a após o esgotamento de um arranjo geopolítico que ocorreu na passagem da década de 1980 para a de 1990. O candidato bem preparado saberá que no período citado houve a culminância do fim da bipolaridade cuja representação máxima foi a queda do muro de Berlim e com isso a bipolaridade de outrora deu lugar a multipolaridade dentro de um sistema único. Portanto a resposta correta é apresentada na opção B. A questão exige do candidato conhecimento da passagem do mundo para a chamada nova ordem, termo criado para definir o cenário pós Guerra Fria, é uma questão fácil já que esse é um assunto bem batido em sala de aula.




A questão aborda os movimentos de contestação da década de 60, especificamente o movimento feminista que passou a ter maior influência a partir desse período principalmente em função da criação da pílula anticoncepcional e da libertação sexual feminina. A questão apresenta uma campanha publicitária de um produto de limpeza onde as mulheres aparecem com quepes, em um deles pode se ler “Guerrilheira odd”. Em seguida a banca pergunta “uma das transformações ocasionadas por esses movimentos de contestação, claramente explorada na publicidade”. A resposta é logicamente a letra A, pois o movimento de contestação utilizado para o anúncio é o movimento que se manifesta pela libertação feminina,note o cartaz que diz “Chega de opressão!”, ou seja, a campanha se apropria da politização das questões de gênero. Uma questão extremamente fácil, que exige pouco do candidato, pois a simples “leitura” da imagem permite respondê-la. Cabe ressaltar que a questão de gênero naquele período praticamente se resumia ao movimento das mulheres e que se fosse no contexto atual o termo “questão de gênero poderia ter relação com o movimento gay que passou a ter mais força em um período posterior.




A questão aborda o processo de formação de Estados da África contemporânea, especificamente o conflito entre hutus e tutsis em Ruanda. Os fragmentos de texto utilizados não adiantam ao candidato, que deve ter em mente aspectos básicos da formação de um Estado nacional. Pois bem, a banca quer que o candidato indique qual alternativa apresenta a resolução dessas contradições. Como vimos o conflito se deu pela disputa entre duas etnias, que forma melhor de atenuar divergências entre grupos opostos que reforçar o que eles tem em comum? Logo o primeiro passo é reforçar a identidade nacional. A seguir rever a herança colonial de forma a distribuir o poder sem que haja afirmação de uma etnia em detrimento da outra. A opção correta é apresentada na letra D. A questão exige um pouco mais do candidato, já que a África de forma geral é pouco trabalhada em sala de aula, depende muito do perfil do professor, e a questão ainda pode ser analisada pelo viés da formação dos Estados nacionais e dos conflitos étnicos.




A questão traz um trecho do excelente “A colonialidade do saber”, onde se faz uma reflexão a respeito da origem dos fluxos da informação, pois aborda o fato de os domínios nos EUA não possuírem referencial como nos outros países, como se este fosse o mundo e não um lugar específico. A banca pergunta: segunda o autor as redes estão marcadas por: e a resposta é Etnocentrismo, puro e simples. Assim como o Etnocentrismo europeu pôs o “velho mundo” no centro do mundo, o etnocentrismo pós-moderno pôs os EUA no centro da rede. O gabarito é, portanto letra D. A questão tem está um nível acima das demais e exige do candidato um grau de reflexão maior, entretanto uma análise cuidadosa do texto permite chegar à resposta.




A questão traz um gráfico com o desempenho brasileiro na exportação de alguns gêneros no período que compreende as décadas de 1960-1990. É o tipo de questão em que o candidato terá que analisar todas as alternativas e encontrar a opção correta por meio da eliminação das opções incorretas. A banca pede que o candidato relacione recorte temporal, tipo de produto e contexto histórico. A opção A afirma que houve decréscimo da exportação de café pela retração da fronteira agrícola de 1964-1974, o que está errado, nesse período não houve retração e sim expansão da fronteira agrícola com a soja indo do Sul para o Centro-Oeste a partir da década de 1960. A opção B não apresenta erros, o decréscimo da exportação de produtos industrializados nesse período se deu em função das crises do petróleo geradas por conflitos no Oriente Médio que abalaram a economia mundial, em 1973 houve a Guerra do Yon Kipur que iniciou uma sequência de conflitos. A opção C fala em substituição de importações na década de 1980 o que está errado e a opção D em estabilidade monetária num período turbulento para o país onde a inflação assombrava os brasileiros e houve seguidos planos monetários. Portanto o gabarito da questão é a letra B. A questão exige do candidato a contextualização de dados o que é bem difícil para candidatos que decoram fatos e dados de forma isolada sem estabelecer relações entre os mesmos.




A questão vem trazendo um gráfico confuso que mostra a mudança provocada no setor financeiro brasileiro com a fusão entre Itaú e Unibanco. E a banca pergunta ao candidato o que isso significa para o atual momento do capitalismo. A leitura do gráfico mostra que os bancos estão num movimento de concentração nos extremos da barra que representa o capital de cada um deles, de forma que um grupo passa ao controle do mercado, minando a chamada livre concorrência. A resposta correta está na opção B. Mais uma questão que exige leitura e interpretação de um gráfico.




A independência brasileira teve a peculiaridade de ter sido proclamada por quem já estava no poder, mesmo que sob influência de alguma mobilização popular, foi um movimento essencialmente da elite que queria se desvincular da metrópole. A imagem da independência produzida pelo quadro (o fato enfatizado na questão de que tal tela foi produzida num momento de crise do Estado Imperial é de suma importância para o candidato) ressalta o heroísmo de D. Pedro I ao proclamar a independência. A opção correta é, portanto a opção B.




As concepções em relação à Amazônia mudaram muito em poucas décadas, nos governos militares a área era vista como uma região problema, muitos foram o projetos de colonização da área, além da construção da incompleta Transamazônica e da mais recente Zona Franca de Manaus. A diferença básica entre o período dos governos militares e as concepções atuais se dá em relação a função da floresta. Antes vista como mato a ser removido para dar passagem ao progresso, com o passar do tempo e com os estudos ambientais se constatou que a Amazônia é um importante recurso, que inclusive vem sendo alvo de saques por meio da biopirataria. A banca pede as concepções em relação à Amazônia apresentadas nos textos produzidos pelos governos da década de 1970 e atual. A resposta é apresentada da opção B. Antes região problema, atualmente se busca planejar o uso sustentável da floresta.

Arquivos: Prova (.pdf), Comentários (.doc) e Gabarito Oficial (.pdf)

Atualização:
Para ver a 2ª parte das questões comentadas, postada em 09/05/10, clique aqui.

domingo, 25 de abril de 2010

Mapas Políticos em .pdf

A pedido da Profª Rejany estou postando links para download de mapas em formato pdf (padrão do Acrobat), os mapas são um bom recurso para uso em aulas multimídia ou para "recorte" pelo alto detalhamento. Além disso o fato de ser pdf permite realizar "buscas", do através do atalho CTRL + F você pode digitar o nome do país do mapa, por exemplo, e o programa "encontrará" o país pra você. É interessante para quem tem a possibilidade de trabalhar com alunos em laboratório de informática. Os mapas são do IBGE e eu armazenei os arquivos no Megaupload, para baixar clique nas imagens abaixo.

Planisfério PolíticoBrasil Político
Rio de Janeiro (UF) Político

Até a próxima!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cartografia Básica

Apresentação em Powerpoint sobre cartografia básica. Com noções sobre a confecção de mapas, conceito e uso de escala, entre outras coisas. Mais uma ferramenta para auxílio nas aulas sobre o assunto.
O material é a adaptação da apresentação disponibilizada na rede por uma editora, os créditos estão ao fim da apresentação.


Baixe o arquivo clicando aqui.

domingo, 18 de abril de 2010

Pedido de Isenção de Taxa da UFF


Estão abertas as inscrições para solicitação de isenção da taxa de inscrição no Concurso Vestibular UFF/2011.
Para ver o edital clique aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

VII SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE ESPAÇO E CULTURA

INSCRIÇÃO
Formulário de Inscrição

PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
25/10/2010 A 27/10/2010
OBJETIVO:
Oferecer a oportunidade de atualização conceitual e metodológica no âmbito da Geografia Cultural e da Geografia da Religião aos estudantes e profissionais de Geografia e áreas afins.
PRÉ REQUISITO/PÚBLICO ALVO:
Estudantes de Graduação, estudantes de Pós-Graduação (stricto sensu e lato sensu) e profissionais interessados na análise da dimensão espacial da cultura.;Principais áreas: Geografia, Antropologia, Ciências Sócias, Ciências Políticas, Ciências Humanas.
DIAS DA SEMANA:
2ª, 3ª e 4ª feiras
HORÁRIO:
8:30 às 19:30h
DATA DE MATRÍCULA:
04/03/2010 A 20/10/2010

PROGRAMA DO EVENTO:
  1. Estrutura
Os simpósios estarão estruturados com as seguintes mesas-redondas:
  1. Literatura, Música e Espaço
  2. Representações: espaço e imagens
  3. Matrizes da Geografia Cultural
  4. Política, Espaço e Cultura
  5. Hierópolis: as trilhas do sagrado
  6. Paisagem, Lugar e Religião
  7. Tolerância e Intolerância: conflitos étnico-religiosos
  8. História, Teoria e Métodos em Geografia da Religião
As mesas-redondas têm por objetivo levantar e debater sobre questões teórico-metodológicas e pesquisas inéditas sobre as temáticas acima indicadas. Historicamente, o NEPEC não realiza em seus Simpósios mesas de comunicação concomitantes, pois se deseja ampla presença dos participantes do evento em todas as mesas propostas.
O VII Simpósio Nacional e III Simpósio Internacional sobre Espaço e Cultura e o I Simpósio Internacional Geografia e Religião não realizou chamadas para a seleção de trabalhos e, sim, convidou integrantes do NEPEC em REDE – grupo científico do CNPq –, pesquisadores internacionais com estudos voltados às temáticas e recém mestres e doutorandos da Geografia Brasileira. Essa estratégia permite um diálogo entre diferentes níveis de especialização, possibilitando uma troca mais intensa na discussão, privilegiando, as discussões entre os grupos de pesquisadores da geografia e aqueles, pesquisadores ou não, interessados na temática.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Coordenação Geral: Zeny Rosendahl (Coordenadora do NEPEC/UERJ) + Roberto Lobato Corrêa (UFRJ)
* Comissão Executiva: Glaucio Jose Marafon + João Baptista de Mello (UERJ)
* Secretária do Simpósio: Ana Carolina Lobo Terra
* Colaboradores: Programa de Pós-Graduação em Geografia/UERJ (Monica Sampaio) + Instituto de Geografia/UERJ (Gláucio José Marafon) + SR2/UERJ + SR3/UERJ
* Comissão Organizadora: Bolsista do NEPEC
VALOR DA INSCRIÇÃO
Categoria
Período
Março a Junho
Julho a 15 de Outubro
15 de Outubro a 20 de Outubro*
Estudantes de Graduação
R$ 30,00
R$ 45,00
R$ 60,00
Profissionais
R$ 70,00
R$ 90,00
R$ 130,00
* após 20 de outubro as inscrições deverão ser feitas na secretaria do evento (presencial)
LOCAL DE REALIZAÇÃO, DATA E ENDEREÇOS
Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ/Maracanã * Auditório:11 * Campus João Lyra Filho
Início: 25 de outubro de 2010
Término: 27 de outubro de 2010
Endereço da Coordenação Geral do Evento:
NEPEC – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Rua São Francisco Xavier, 524 – 4º andar

NEPEC – sala 4007, bloco D
Maracanã – CEP 20550-013
Tel. / Fax: (21) 2334-0832

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Para entender o efeito estufa - Além do processo (Parte 2)

Encerrei a outra postagem retomando a reflexão em relação aos chamados desafios ambientais que nossa sociedade tem pela frente. Debates em torno desse tema são de fato o que causam as dúvidas em relação ao que se diz a respeito de efeito estufa, aquecimento global e mudanças climáticas. A gradação nas cores é proposital, a sequência mostra a ordem em que os termos foram sendo divulgados.
A princípio a grande preocupação era com o "buraco" da camada de ozônio, declaramos guerra aos CFC's, foi talvez nesse momento em que as causas "verdes" passaram a ter atenção de todos. A ECO 92 foi um dos sintomas de uma preocupação ambiental crescente. O evento não deu em muita coisa na verdade, talvez pelos ajustes políticos e econômicos da Nova Ordem pós Mundo Bipolar o mundo não tenha dado muita atenção naquele momento às demandas ambientais.
O fato é que o planeta foi dando respostas às ações do homem com cada vez mais veemência. Estudiosos passaram a estudar com maior profundidade os efeitos da ação antrópica e com o passar do tempo falou-se em efeito estufa como o grande vilão de tudo. A imagem do planeta dentro de uma estufa é um clássico dos protestos de ambientalistas.




Aliás destaco também a maior divulgação e organização do discurso ambientalista através dos Greenpeace e WWF da vida. O papel de ONGs de forma geral será assunto de um post futuro...
Pois bem, com o passar do tempo o termo efeito estufa perdeu um pouco a sua força, exatamente por ser um processo natural como vimos anteriormente, mas a influência da ação humana não foi refutada por isso. Optou-se pelo termo aquecimento global, pelo que o "aumento" do efeito estufa vinha causando. Entretanto atualmente é comum ouvirmos também a expressão mudanças climáticas. Vocês podem imaginar que seria apenas um sinônimo para aquecimento global, mas não é.
Vocês podem estar se perguntando o porque de nenhum desses termos ou ideias terem sido unanimidades. Simplesmente pelo fato de as mais poderosas economias do planeta lideradas pelos Estados Unidos não "acreditarem nessa bobagem". Sim exatamente! Não "acreditarem". As potências econômicas buscaram cientistas que refutassem as pesquisas que põem em questão o seu modelo de produção buscando brechas que não pudessem ser respondidas e que de certa forma os absolvessem da acusação de carrascos da natureza. Sobre o aquecimento global, são apontados dados de paleoclimas de nosso planeta e o gráfico criado com base no sobe e desce do nível dos mares ao longo do tempo geológico. Em resumo afirmam que o processo de aquecimento e resfriamento do planeta é natural, pois segundo o gráfico áreas emersas atualmente já estiverem submersas e vice-versa e que o aquecimento global não estaria totalmente comprovado em vista dos severos invernos vividos no hemisfério norte. Entretanto o rítmo dessas mudanças é o que assusta e o que fez com que o termo mudanças climáticas se torna-se o usual, por ser mais abrangente.
E é esse o ponto a ser discutido em busca de soluções para o desafio ambiental no que diz respeito ao clima, a liberação de mais e mais gases estufa sob o pretexto de que a economia não pode parar em face ao aumento da frequência e intensidade de tornados, furações, nevascas, secas, etc. Dessa forma: quais seriam as consequências para a vida humana sob novas condições climáticas?
São muitas as questões em relação aos desafios ambientais impostos pelo modelo de produção adotado ao longo de séculos, as mudanças climáticas são um desses desafios. Nem sempre pensar sobre uma questão é tomar partido de um lado, mas sempre é preciso romper com a superficialidade das escolhas fáceis ou das "verdades científicas".
Até a próxima.

domingo, 11 de abril de 2010

Para entender o efeito estufa - Além do processo (Parte 1)

Dia desses minha irmã, estudante do 3º ano do Ensino Médio, candidata a uma das vagas oferecidas pelas universidades do RJ, me perguntou: "Diego, o que é efeito estufa?". De imediato me veio a mente o quão simples é a resposta, inclusive no que diz respeito aos processos químicos, pensei que para alguém que teoricamente tem decoradas todas aquelas intermináveis nomenclaturas de compostos da química orgânica aquela pergunta era incoerente.
Entretanto me dei conta de que aquilo que realmente gera dúvidas em relação ao efeito estufa se dá em função do tom alarmista com que são abordados os desafios ambientais, onde se estabelecem argumentos dos grupos daqueles que não dão a mínima, ou dos que pensam que não podem fazer nada por não serem força suficiente para "ir contra o sistema" e ainda o dos xiitas ambientais, que acabam desacreditados pelo idealismo em seu discurso.
Feita essa pequena reflexão (que será melhor explorada posteriormente), vamos ao básico que nesse caso não necessariamente é o principal. O efeito estufa é a manutenção por um perído maior do calor absorvido por determinados gases em nossa atmosfera. Simples demais não? Funciona da seguinte forma: o calor do Sol aquece nosso planeta durante o dia, a Terra passa a transferir e refletir calor mas não se resfria pois o Sol continua a lhe fornecer calor. Alguns gases da atmosfera, são capazes de guardar esse calor, não por acaso são chamados de gases estufa (e não necessariamente são poluentes, o vapor d'água por exemplo é um gás estufa). Durante a noite quando o Sol não mais aquece a Terra, a superfície da mesma vai se resfriando, perdendo e tranferindo o calor recebido pelo Sol, os gases estufa tem o
importantíssimo papel de manter esse calor em nossa atmosfera. Não fosse por eles a situação seria mais ou menos como em um deserto durante a noite, haveria uma amplitude térmica absurda que dificultaria e muito nossa vida, caso existíssemos obviamente. A figura abaixo ilustra o que foi dito.

O efeito estufa é um processo natural, que ocorre muito antes da 1ª Revolução Industrial ou mesmo da existência humana. A introdução de gases estufa no ambiente (até mesmo de poluentes) também precedem a existência humana. Lembremos que o resultado da respiração aeróbia é CO2 + H2O por exemplo, além da introdução pela atividade vulcânica, queimadas naturais, etc.
Então vocês irão me perguntar: "Então essa história de aquecimento global subida do nível dos mares é tudo papo de ambientalista?"
A resposta é: Não! Mas não pelo processo em sí.

Agora sim vamos além do processo...
Apesar de ser um processo natural, o efeito estufa vem sendo aumentado com a introdução de gases estufa pela ação antrópica, principalmente pelo uso de combustíveis fósseis como matriz da produção industrial a partir do Ciclo do Carvão, que só se expandiu com o passar do tempo e das inovações tecnológicas (para quem não lembra o primeiro ciclo de inovação tecnológica em termos de produção industrial tinha como matriz a energia hidráulica). Atualmente a emissão de gases estufa está em todas as fases do ciclo produtivo. Com isso, dizem os cientistas, a temperatura da Terra vem aumentando, o que consiste no famoso Aquecimento Global. A introdução de gases estufa foi além da necessária pra manutenção da temperatura, rompeu-se assim o equilíbrio natural. Aliás vocês já notaram que a diferença básica entre aquilo que é natural e o que é uma catástrofe ambiental é o equilíbio? A natureza possui mecanismos de autorregulação, que foram suplantados pela introdução de gases estufa pelo homem, num modelo de produção predatório e excludente que precisa ser revisto.
Como o próprio título da postagem diz esse asunto será desenvolvido em mais de uma parte, não quero assustá-los com o tamanho do post (risos).
Até a próxima!

video
Para baixar o video clique aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vestibular UERJ 2011


Estão abertas as inscrições para o 1º Exame de Qualificação do Vestibular Estadual 2011. As inscrições vão até o dia 30/04 e podem ser feitas no site e em agências dos correios credenciadas que constam no edital.
Para ter acesso ao edital e anexos clique aqui.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Como explicar o holocausto para adolescentes?

Voltado principalmente para os professores do Ensino Médio, o Programa de Estudos Judaicos da UERJ criou o programa “Educando para a Cidadania e a Democracia – Intolerância e Holocausto: como estudar e ensinar na sala de aula”. A jornada pretende facilitar a criação de uma metodologia que supra a deficiência dos materiais didáticos, ajudando o professor a abordar o tema com seus alunos.

Os temas abordados serão:

* “O Entre-guerras Europeu e a Ascensão do Nazismo”
* “Nazismo: Política de Massas, Ideologia e Propaganda”
* “O Antissemitismo e o Processo Concentracionário”
* “Fascismo e Neofascismo: algumas considerações históricas acerca do seu ressurgimento”
* “A Formação do Pensamento Antissemita através de imagens: do III Reich ao Irã”
* “Tributo aos Justos entre as Nações: quem são?”
* “Depoimento de uma Sobrevivente do Holocausto”

A jornada será realizada no dia 29 de maio, das 8h às 17h, na Capela Ecumênica da UERJ. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 9 de abril. Para se inscrever, baixe o formulário clicando aqui, preencha e envie para rferreira@educacao.rj.gov.br.

Serviço:

* Educando para a Cidadania e a Democracia – Intolerância e Holocausto: como estudar e ensinar na sala de aula
* Data: 29/05/2010
* Horário: 8h às 17h
* Local: Capela Ecumênica – UERJ
* Inscrições: até 16/04
* Informações: Reinaldo de Oliveira Ferreira
* Tel: (21) 2333-0752
* E-mail: rferreira@educacao.rj.gov.br

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Extraído de SEEDUC-RJ

domingo, 4 de abril de 2010

Orientação no espaço geográfico

Quando tratamos de espaços de pequena escala e muito simples, nos orientamos por meio de pontos de referência, como no dia-dia. Praças, monumentos, órgãos públicos e comércio servem de pontos de referência para localizar os lugares. No entanto como se localizar num espaço maior como o estado do RJ ou mesmo o planeta?
Para isso foram criados referenciais que fossem comuns em qualquer ponto da superfície terrestre. Dentre eles: a posição dos astros, o Pólo Norte magnético e mais modernamente a extensa rede de satélites artificiais posicionados ao redor da Terra que permitem a localização por meio de aparelhos de GPS (Global Posisioning System).
Com o objetivo de localizar lugares ou objetos na superfície da Terra foram criadas linhas imaginárias. Traçadas sobre o globo no sentido horizontal (chamados paralelos) e no sentido vertical (chamados meridianos). Os pontos de partida para início da contagem são a Linha do Equador, que divide a Terra em hemisférios Norte (acima do Equador) e Sul (abaixo do Equador), e o Meridiano de Greenwich, que divide a Terra em hemisférios Leste ou Oriental (à direita de Greenwich) e Oeste ou Ocidental (à esquerda de Greenwich). Por convenção as siglas dos pontos cardeais levam em conta o nome em inglês, portanto Leste é representado por E (de East que é Leste em inglês) e Oeste é representado por W (de West que é Oeste em inglês).
A distância em relação ao Equador é chamada de latitude (não confundir com altitude) e a distância em relação ao Meridiano de Greenwich é chamada de longitude. Os valores que estão no paralelos (latitude) e meridianos (longitude) são medidas em graus, o cruzamento entre esses valores nessa ordem com a indicação do hemisfério em que o ponto está localizado são as coordenadas geográficas de um ponto qualquer na Terra. Dessa forma as coordenadas geográficas indicam o endereço geográfico de determinado ponto na superfície da Terra.
PROPOSTA DE EXERCÍCIO PARA FIXAÇÃO
1 – De que forma podemos nos orientar no espaço?
2 – A quais hemisférios deu origem a divisão do globo pelo Meridiano de Greenwich e pela Linha do Equador?
3 – Defina LATITUDE E LONGITUDE.
4 – Extraia as coordenadas dos pontos A, B e C e marque na figura os pontos D (15º S; 135º W); E (30º N; 45º E) e F (15º S; 45º W).