domingo, 11 de abril de 2010

Para entender o efeito estufa - Além do processo (Parte 1)

Dia desses minha irmã, estudante do 3º ano do Ensino Médio, candidata a uma das vagas oferecidas pelas universidades do RJ, me perguntou: "Diego, o que é efeito estufa?". De imediato me veio a mente o quão simples é a resposta, inclusive no que diz respeito aos processos químicos, pensei que para alguém que teoricamente tem decoradas todas aquelas intermináveis nomenclaturas de compostos da química orgânica aquela pergunta era incoerente.
Entretanto me dei conta de que aquilo que realmente gera dúvidas em relação ao efeito estufa se dá em função do tom alarmista com que são abordados os desafios ambientais, onde se estabelecem argumentos dos grupos daqueles que não dão a mínima, ou dos que pensam que não podem fazer nada por não serem força suficiente para "ir contra o sistema" e ainda o dos xiitas ambientais, que acabam desacreditados pelo idealismo em seu discurso.
Feita essa pequena reflexão (que será melhor explorada posteriormente), vamos ao básico que nesse caso não necessariamente é o principal. O efeito estufa é a manutenção por um perído maior do calor absorvido por determinados gases em nossa atmosfera. Simples demais não? Funciona da seguinte forma: o calor do Sol aquece nosso planeta durante o dia, a Terra passa a transferir e refletir calor mas não se resfria pois o Sol continua a lhe fornecer calor. Alguns gases da atmosfera, são capazes de guardar esse calor, não por acaso são chamados de gases estufa (e não necessariamente são poluentes, o vapor d'água por exemplo é um gás estufa). Durante a noite quando o Sol não mais aquece a Terra, a superfície da mesma vai se resfriando, perdendo e tranferindo o calor recebido pelo Sol, os gases estufa tem o
importantíssimo papel de manter esse calor em nossa atmosfera. Não fosse por eles a situação seria mais ou menos como em um deserto durante a noite, haveria uma amplitude térmica absurda que dificultaria e muito nossa vida, caso existíssemos obviamente. A figura abaixo ilustra o que foi dito.

O efeito estufa é um processo natural, que ocorre muito antes da 1ª Revolução Industrial ou mesmo da existência humana. A introdução de gases estufa no ambiente (até mesmo de poluentes) também precedem a existência humana. Lembremos que o resultado da respiração aeróbia é CO2 + H2O por exemplo, além da introdução pela atividade vulcânica, queimadas naturais, etc.
Então vocês irão me perguntar: "Então essa história de aquecimento global subida do nível dos mares é tudo papo de ambientalista?"
A resposta é: Não! Mas não pelo processo em sí.

Agora sim vamos além do processo...
Apesar de ser um processo natural, o efeito estufa vem sendo aumentado com a introdução de gases estufa pela ação antrópica, principalmente pelo uso de combustíveis fósseis como matriz da produção industrial a partir do Ciclo do Carvão, que só se expandiu com o passar do tempo e das inovações tecnológicas (para quem não lembra o primeiro ciclo de inovação tecnológica em termos de produção industrial tinha como matriz a energia hidráulica). Atualmente a emissão de gases estufa está em todas as fases do ciclo produtivo. Com isso, dizem os cientistas, a temperatura da Terra vem aumentando, o que consiste no famoso Aquecimento Global. A introdução de gases estufa foi além da necessária pra manutenção da temperatura, rompeu-se assim o equilíbrio natural. Aliás vocês já notaram que a diferença básica entre aquilo que é natural e o que é uma catástrofe ambiental é o equilíbio? A natureza possui mecanismos de autorregulação, que foram suplantados pela introdução de gases estufa pelo homem, num modelo de produção predatório e excludente que precisa ser revisto.
Como o próprio título da postagem diz esse asunto será desenvolvido em mais de uma parte, não quero assustá-los com o tamanho do post (risos).
Até a próxima!

video
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