quarta-feira, 14 de abril de 2010

Para entender o efeito estufa - Além do processo (Parte 2)

Encerrei a outra postagem retomando a reflexão em relação aos chamados desafios ambientais que nossa sociedade tem pela frente. Debates em torno desse tema são de fato o que causam as dúvidas em relação ao que se diz a respeito de efeito estufa, aquecimento global e mudanças climáticas. A gradação nas cores é proposital, a sequência mostra a ordem em que os termos foram sendo divulgados.
A princípio a grande preocupação era com o "buraco" da camada de ozônio, declaramos guerra aos CFC's, foi talvez nesse momento em que as causas "verdes" passaram a ter atenção de todos. A ECO 92 foi um dos sintomas de uma preocupação ambiental crescente. O evento não deu em muita coisa na verdade, talvez pelos ajustes políticos e econômicos da Nova Ordem pós Mundo Bipolar o mundo não tenha dado muita atenção naquele momento às demandas ambientais.
O fato é que o planeta foi dando respostas às ações do homem com cada vez mais veemência. Estudiosos passaram a estudar com maior profundidade os efeitos da ação antrópica e com o passar do tempo falou-se em efeito estufa como o grande vilão de tudo. A imagem do planeta dentro de uma estufa é um clássico dos protestos de ambientalistas.




Aliás destaco também a maior divulgação e organização do discurso ambientalista através dos Greenpeace e WWF da vida. O papel de ONGs de forma geral será assunto de um post futuro...
Pois bem, com o passar do tempo o termo efeito estufa perdeu um pouco a sua força, exatamente por ser um processo natural como vimos anteriormente, mas a influência da ação humana não foi refutada por isso. Optou-se pelo termo aquecimento global, pelo que o "aumento" do efeito estufa vinha causando. Entretanto atualmente é comum ouvirmos também a expressão mudanças climáticas. Vocês podem imaginar que seria apenas um sinônimo para aquecimento global, mas não é.
Vocês podem estar se perguntando o porque de nenhum desses termos ou ideias terem sido unanimidades. Simplesmente pelo fato de as mais poderosas economias do planeta lideradas pelos Estados Unidos não "acreditarem nessa bobagem". Sim exatamente! Não "acreditarem". As potências econômicas buscaram cientistas que refutassem as pesquisas que põem em questão o seu modelo de produção buscando brechas que não pudessem ser respondidas e que de certa forma os absolvessem da acusação de carrascos da natureza. Sobre o aquecimento global, são apontados dados de paleoclimas de nosso planeta e o gráfico criado com base no sobe e desce do nível dos mares ao longo do tempo geológico. Em resumo afirmam que o processo de aquecimento e resfriamento do planeta é natural, pois segundo o gráfico áreas emersas atualmente já estiverem submersas e vice-versa e que o aquecimento global não estaria totalmente comprovado em vista dos severos invernos vividos no hemisfério norte. Entretanto o rítmo dessas mudanças é o que assusta e o que fez com que o termo mudanças climáticas se torna-se o usual, por ser mais abrangente.
E é esse o ponto a ser discutido em busca de soluções para o desafio ambiental no que diz respeito ao clima, a liberação de mais e mais gases estufa sob o pretexto de que a economia não pode parar em face ao aumento da frequência e intensidade de tornados, furações, nevascas, secas, etc. Dessa forma: quais seriam as consequências para a vida humana sob novas condições climáticas?
São muitas as questões em relação aos desafios ambientais impostos pelo modelo de produção adotado ao longo de séculos, as mudanças climáticas são um desses desafios. Nem sempre pensar sobre uma questão é tomar partido de um lado, mas sempre é preciso romper com a superficialidade das escolhas fáceis ou das "verdades científicas".
Até a próxima.

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