quarta-feira, 23 de março de 2011

Resultado do SAERJ 2010


O resultado do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj) já está disponível! Até 3.000 alunos serão premiados por série e, para colocação no ranking, foram utilizadas as notas de português e matemática com duas casas decimais. Em caso de empate no último dos três mil premiados, os demais alunos com a mesma pontuação do 3.000º colocado também receberão o prêmio.


Dica: Para encontrar o seu nome mais facilmente, abra o arquivo e pressione CTRL+F e digite uma palavra-chave.

Parabéns aos alunos do Pinto Lima e Aurelino Leal pelos resultados!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Projeto Diversidade Sexual na Escola realiza apresentações teatrais


Já falei há um tempo desse projeto e de uma "cartilha" que fizeram direcionada aos docentes. Mas olhando o site do projeto vi que também são realizadas apresentações teatrais sobre o assunto. Fica a sugestão para diretores.
O Projeto Diversidade Sexual na Escola realiza apresentações teatrais em escolas públicas do Rio de Janeiro, debatendo homossexualidade, gênero, preconceito e educação.
No espetáculo, uma adolescente que gosta de jogar futebol é repreendida pela diretora da escola. A diretora chama a mãe, para discutir com ela o 'perigo' que a filha está correndo e argumentando que ainda há tempo para 'reverter' essa 'situação'. Numa outra cena, mãe e filha se enfrentam num debate sobre liberdade e preconceito. No final, a adolescente acaba sucumbindo à pressão e se enquadrando no jeito de ser que os outros querem. O público então é convidado a propor alternativas. Os espectadores entram em cena para substituir a personagem principal e propor ali, em atos, novas formas de confrontar a situação.
O grupo diversidade EnCena foi formado em 2008, a partir de uma oficina realizada em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido - CTO-Rio. Após dois meses de atividades, jovens gays, lésbicas, bi e heterossexuais, em sua maioria universitários, contruíram um espetáculo de teatro-fórum, baseado em suas próprias vivências dentro da escola. Em 2010 uma nova oficina foi realizada, agregando novos integrantes à equipe, que reconstruíram a peça e estão novamente se apresentando em escolas.
O grupo já se apresentou em 10 escolas da região metropolitana do Rio de Janeiro. Mais de 1.000 jovens já assistiram e participaram do espetáculo. Antes de cada apresentação, os professores e funcionários da escola participam de uma oficina de sensibilização, debatendo questões ligadas à diversidade sexual na escola.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Brasil não tem universidades entre as 100 melhores do mundo

O Brasil não tem nenhuma instituição entre as 100 melhores universidades em reputação do mundo, segundo o ranking elaborado pela organização Times Higher Education. A Universidade de São Paulo (USP) só apareceu na 232ª posição, e acabou representando todas as instituições da América do Sul. A universidade de Harvard é a líder do ranking com pontuação máxima em todos os critérios.O ranking foi montado a partir de uma pesquisa somente para convidados de mais de 13 mil professores de 131 países do mundo e reforça a posição dominante das instituições dos EUA e consagra boa reputação de universidades do Reino Unido e do Japão. O índice faz parte do ranking das melhores universidades do mundo divulgado pela THE em setembro do ano passado.
Rússia (Universidade Lomonosov de Moscou), China (universidades Tsinghua, Pequim e Hong Kong) e Cingapura e Hong Kong aparece com instituições entre as 50 melhores do ranking. No grupo entre as posições 51º e 100º aparecem universidades de países emergentes como a Universidade de Seul, na Coreia do Sul; Universidade de Taiwan e o Instituto de Ciência da Índia. O Brasil é o único dos BRICs a não ter nenhuma instituição de ensino superior entre as melhores.
A pesquisa pediu aos acadêmicos experientes para destacar o que eles acreditavam ser o mais forte das universidades para o ensino e a pesquisa em seus próprios campos. Harvard obteve 100 pontos. As outras cinco melhores classificadas foram Instituto de Tecnologia de Massachusetts; Universidade de Cambridge (Reino Unido); Universidade da Califórnia, em Berkeley; Universidade de Stanford University e Universidade de Oxford (Reino Unido).

Fonte: Yahoo! Notícias

O que significa...
Que o colapso por conta da contradição entre alto desenvolvimento econômico e baixo investimento na educação básica está cada vez mais próximo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Dia - Escolas do tempo do imperador sobrevivem

Prédios erguidos a mando de Pedro II ainda funcionam como colégios públicos
POR MARIA LUISA BARROS

Rio - No ano em que estado e município buscam recuperar o brilho há muito tempo perdido da educação fluminense, uma exposição no Centro de Referência da Educação Pública, na Avenida Presidente Vargas 1.314, joga luzes sobre a origem do ensino público no Rio.

A mostra relembra a época de ouro das Escolas do Imperador, oito unidades erguidas por ordem de Dom Pedro II. Quase um século e meio depois, cinco delas ainda funcionam como colégios municipais e estaduais. A exposição chama atenção para as aulas que eram oferecidas às alunas no século 19. Em prédios atualmente tombados pelo patrimônio histórico, as estudantes eram preparadas para serem donas-de-casa e operárias. Na Rivadávia Corrêa, elas aprendiam culinária, corte e costura e confecção de chapéus e flores. Na educação física, as meninas se exercitavam trajando longos vestidos.

Foto: Reprodução

A gerente do Centro de Referência, Valéria Bitencourt, conta que, logo após a vitória na Guerra do Paraguai, comerciantes quiseram prestar homenagem a Dom Pedro II, dando-lhe uma estátua do próprio montado num cavalo. “O imperador, que era muito ligado à cultura e às ciências, abriu mão do presente e ordenou que o dinheiro fosse usado na construção de escolas em prédios próprios”, diz.

A medida foi um avanço para o ensino público.“Antes dela, as escolas funcionavam em casas, em prédios alugados”, explica Valéria. Nas escolas imperiais, a instrução era gratuita, rígida, separada e diferenciada por sexos. As meninas aprendiam letras, matemática e prendas domésticas. Os meninos, além das letras e matemáticas, estudavam ciências. No século 19, a educação era para poucos. Apenas filhos de famílias ricas tinham acesso aos estudos. Dos 14 milhões de habitantes, só 250 mil estavam matriculados no ensino primário.

No fim do Império, 67% dos brasileiros eram analfabetos. Pela Constituição Imperial de 1824, não poderiam se matricular menores com doenças contagiosas, sem vacinação, escravos, menores de 5 anos e os maiores de 15.

Visitas ao Centro de Referência
podem ser marcadas pelo telefone 2213-3038, das 9h às 17h.


Dois do prédios já foram demolidos

Duas escolas não existem mais: a São Sebastião, primeira unidade de instrução primária da Corte, demolida em 1938, e a Escola São José, cujo prédio foi derrubado em 1920. A Escola Municipal Orsina da Fonseca ainda funciona na Tijuca, mas o prédio histórico já não existe há mais de 30 anos. O atual fica à esquerda do original e não tem qualquer valor arquitetônico.

A Escola da Freguesia de Nossa Senhora da Glória, na antiga Praça Duque de Caxias, atual Largo do Machado, é hoje o Colégio Estadual Amaro Cavalcanti.

A Escola da Freguesia de Santa Rita funciona atualmente como Centro Cultural José Bonifácio. Já a Escola da Freguesia de Sant’Anna se tornou a Escola Municipal Rivadávia Corrêa e o Centro de Referência da Educação Pública.

Até hoje estão conservados os prédios das escolas das freguesias de São Cristóvão e da Gávea, onde funcionam, respectivamente, as escolas públicas Gonçalves Dias e Luiz Delfino.

Fonte: O Dia Online

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